Saúde e Prevenção

Principais tipos de vermes de cães, sintomas e como tratar

Ciclo de vida dos vermes intestinais em cães

A verminose é uma patologia comum e conhecer os tipos e sintomas dos vermes de cães é essencial para encaminhar seu pet para o tratamento antes que a condição se agrave. Essa patologia é bastante comum e séria, e pode comprometer a vida do cão dependendo da idade e estado de saúde dele e da intensidade da verminose. Por isso, além do tratamento preventivo e constante, os donos de cães devem ficar atentos aos primeiros sinais da doença e procurar um médico veterinário o mais rápido possível, ou sempre que suspeitar de qualquer condição.

Quais os tipos de vermes mais comuns em cães?

Os cães podem ser infectados por diversos tipos de parasitas internos, comumente conhecidos como vermes, e estes parasitas internos normalmente são classificados como redondos (nematóides) e chatos (cestóides). Os tipos mais comuns de vermes de cachorro são:

  • Lombriga;
  • Verme chicote;
  • Tênia;
  • Ancilostomo.

Destes 4 tipos de vermes, apenas a lombriga (nematóide) e a tênia (cestóide) são possíveis de enxergar a olho nu. Os nematóides possuem forma cilíndrica e sem segmentações em seu corpo. As espécies mais comuns de nematóides são o Ancylostoma spp e o Toxocara spp. Os cestóides ou vermes chatos, como as tênias, possuem formato de fita com várias segmentações em seu corpo. A espécie mais comum de cestóide é o Dipylidium caninum,

A infecção por vermes pode ocorrer de diferentes formas e as principais formas de contaminação são:

  • oral: através da ingestão de ovos e larvas presentes no ambiente ou ingestão de hospedeiros paratênicos, como os roedores, ou hospedeiros intermediários, como as pulgas e carrapatos;
  • percutânea: devido a penetração das larvas na pele do animal;
  • intrauterina e galactogênica: fêmeas infectadas podem transmitir parasitas internos para os filhotes ainda durante a gestação ou durante a amamentação.

Cão com coceira por pulgasOs vermes cestóides são transmitidos pela ingestão de um hospedeiro intermediário, como as pulgas, ou pela ingestão de um hospedeiro paratênico, como os roedores, ou também pela ingestão de carne crua. O Dipylidium caninum tem como principal hospedeiro intermediário a pulga, que é acidentalmente ingerida pelos cães ao se coçarem ou se lamberem. Já as Tênias contaminam os cães através da ingestão de roedores ou carne crua. A transmissão ainda pode ocorrer por contaminação do ambiente, uma vez que os nematóides expulsam ovos nas fezes dos animais. Por isso, é fundamental remover as fezes imediatamente e manter a higiene dos locais frequentados pelos pets.
Muitas vezes não é possível impedir a exposição do cão ao ambiente ou situações de contaminação, portanto é de extrema importância que o tutor esteja sempre atento aos sintomas de uma infecção.

Um dos vermes mais perigosos para os cães é o verme do coração, que pode levar o cachorro a óbito se não tratado devidamente.

Quais são os sintomas de vermes em cachorros?

As verminoses são bastante incômodas aos cães e você pode notar claramente quando seu animal de estimação está com algum tipo de verme. Diversos sintomas podem ser apresentados, sendo que os mais graves são verificados quando o cão apresenta uma contaminação severa. As verminoses afetam a qualidade de vida dos animais e, alguns casos, podem levar o cão ao óbito. Alguns dos sintomas mais comuns em cães com verminose são:

  • diarreia (com ou sem a presença de sangue);
  • perda de peso;
  • vômitos (com os sem a presença de vermes);
  • inchaço na barriga;
  • tosses;
  • pêlo com aparência opaca e irritações na pele;
  • apatia – falta de disposição;
  • alterações no apetite;
  • retardo no crescimento de filhotes;
  • anemia (alguns vermes são hematófagos, ou seja, se alimentam de sangue – um exemplo de verme hematófago é o Ancylostoma caninum);
  • verificação da presença de vermes na pele ou nas fezes (no caso de lombrigas e tênias).

Desenho de vermes em fezes de cão

Como já dissemos anteriormente, normalmente o tutor do cão consegue observar o surgimento dos primeiros sintomas, porém, existem casos de infestações onde o animal não demonstra abatimento e nenhum dos sintomas descritos acima; isto ocorre pois certos ovos e larvas de vermes podem permanecer em latência (dormentes) no corpo do cão, tornando-se ativos apenas em situações estressantes, situações de queda de imunidade ou durante a gravidez. Dessa forma, visitas frequentes ao veterinário podem prevenir e até mesmo detectar o acometimento por esses ovos e larvas latentes através de exames de fezes e exames clínicos.

Como tratar vermes em cachorros?

Quando o cão demonstrar algum ou alguns dos sintomas citados anteriormente ou caso a verminose seja detectada em uma visita de rotina ao médico veterinário, o tratamento deverá ser iniciado de imediato. Caso exista a suspeita de uma verminose, o veterinário poderá solicitar um exame de fezes, que permite identificar qual o tipo de verme está parasitando o animal e assim receitar o vermífugo para cães mais adequado para a situação.

Cachorro tomando vermífugo

Como prevenção, indica-se que as vermifugações sejam realizadas pelo menos duas vezes por ano ou quantas vezes o médico veterinário achar necessário, podendo variar de acordo com cada região do País e também com base na prevalência dos parasitas. Em filhotes, o intervalo das vermifugações pode ser menor, porém também dependerá da indicação do médico veterinário especialista.

Existem diversas marcas de vermífugos no mercado, e as mais comuns são Drontal Plus, Endogard, Vermivet, Vetmax, Top Dog, Helfine, Basken, Canex, entre outros. Além disso, alguns antipulgas como o Revolution também auxiliam no combate a vermes. Os vermífugos também devem ser utilizados conforme o peso e idade do cão, e podem ser em comprimidos ou líquidos.

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Além do uso de vermífugos, é importante que os tutores tomem providências também em relação ao ambiente onde o animal está inserido, pois a grande maioria dos vermes realiza parte de seu ciclo de vida no ambiente. Medidas que controlam a infestação ambiental são essenciais para diminuir o risco de uma nova contaminação, como por exemplo: sempre recolher as fezes dos cães (inclusive nos passeios na rua); lavar e desinfetar o ambiente onde o animal costuma fazer suas necessidades fisiológicas, utilizando produtos disponíveis no mercado para a desinfecção ou água sanitária; comedouros e bebedouros também devem ser lavados e desinfetados; utilizar antipulgas regularmente; jamais alimentar os cães com carnes cruas.

 

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